Análise da fundação: a série Apple TV + teve um bom começo

Um grande projeto para a Apple TV +, a Fundação conseguiu construir um universo ambicioso? Crítico.

Mais do que nunca, as histórias fundadoras da ficção científica interessam à 7ª arte. Enquanto a Warner Bros. revelou sua adaptação dos romances de Frank Herbert de Denis Villeneuve, a Apple TV + está abordando outro monumento do gênero com sua nova série. A produção, sem dúvida a mais ambiciosa da história da plataforma, espera ser uma posteridade e atrair muitos novos usuários. Portanto, é um grande desafio para a Apple. Milho Fundação ela é o colosso de pés de argila do Apple TV +?

Adaptada das obras de Isaac Asimov, a série segue Hari Seldon, o criador de uma ciência estatística capaz de prever o futuro: a psico-história. Ao anunciar a queda da sociedade, seguida por 30.000 anos de barbárie, o cientista se encontra nas garras do Império Galáctico. Para reduzir esse período para apenas 1000 anos, ele sugere a criação de uma Fundação, cujo papel será reunir o conhecimento de toda a humanidade em uma Enciclopédia antes da aniquilação.

Fundação apple tv +
Crédito: Apple TV +

Uma obra de ourives

É a primeira vez que a imaginação de Isaac Asimov é transportada para o grande ecrã e é, sem dúvida, um desafio colossal para as equipas criativas, que tiveram de construir um universo visual denso e repleto de detalhes. Graças às tecnologias atuais, em termos de efeitos digitais, este vasto projeto finalmente conseguiu emergir do solo, mais do que 80 anos após a publicação do livro.

Para dar vida a este épico intergaláctico, a Apple e o Skydance convocaram quatro cineastas. É Rupert Sanders quem abre a bola, depois de perceber Branca de Neve e o Caçador. Ele assina um primeiro episódio inventivo e consegue imortalizar com precisão a imensidão dos cenários e a vastidão do universo. A câmera brinca prontamente com as relações de escala e simetria para nos transportar tanto nos labirintos de edifícios imperiais quanto nas profundezas do espaço.

Se Duna de Denis Villeneuve se destacou por sua estética refinada, mas bacana, a série de David S.Goyer é um mosaico de elementos na aparência insignificante mas que no geral constituem um afresco dominado e bastante singular. Com meticulosidade, a série destila elementos visuais impactantes aqui e ali, até mesmo na escolha dos figurinos. Um senso elevado de simbolismo que permite que a história seja elevada e também que a sublinhe.

A produção também homenageia essa multiplicidade de lugares e se destaca principalmente pelo cuidado com a luz. O universo de Fundação encontra sua receita combinando uma estética decididamente futurista com elementos mais antigos. É esse senso de detalhe que permite que a série se destaque de todos os seus contemporâneos. Onde muitas produções preferem ação à contemplativa, Fundação não se esqueça de desenvolver seu cenário antes de construir seu terreno.

Fundação Jared Harris
Crédito: Apple TV +

Um mille-feuille com script

Apresentar um universo tão rico não é fácil, e temos que admitir que a série Apple está tendo algumas dificuldades em seus negócios. A narrativa é particularmente densa e pode desencorajar as pessoas comuns, especialmente quando os escritos de Isaac Asimov são estranhos para nós. Porém, se a arquitetura do cenário não está isenta de falhas, a Fundação consegue ganhar intensidade com os episódios. À medida que o universo se torna mais familiar para nós e navegamos com mais facilidade entre os diferentes enredos e lugares, finalmente nos envolvemos no jogo. Porém, não escapamos das poucas barrigas moles desse tipo de produção. Sem revelar muito sobre os acontecimentos desses oito primeiros episódios, deve-se notar que as primeiras dificuldades são superadas rapidamente.

As liberdades dos escritores em relação às obras que os inspiram permitem transportar a saga literária para o pequeno ecrã, sem sacrificar o aspecto lúdico da aventura. Um ato de equilíbrio para as equipes, que tiveram que escolher entre reinventar um monumento de FC e homenageá-lo. Diremos simplesmente que os primeiros episódios são bem-sucedidos em lidar com essas sutilezas. É, sem dúvida, com esse desejo de entrelaçar as preocupações contemporâneas em sua narração que a série fez alguns personagens feminilizarem, para melhor.

A narração não é menos desconcertante, principalmente na forma como ela se distancia de seus personagens. Eles rapidamente se tornam apenas peões no tabuleiro de xadrez da turbulência política que está se formando. Essa falta de densidade emocional se deve principalmente ao fato de que a cola da história não são tanto os personagens quanto o destino de toda a humanidade. Em última análise, é uma maneira bastante inteligente de traçar um paralelo com a psico-história de Seldon, que prefere se concentrar nas multidões em vez de nos indivíduos.

Apple TV + temporada 1
Crédito: Apple TV +

Boa história trabalhadores

Por fim, vamos destacar a precisão do casting, em sua totalidade. Jared Harris, que já nos mostrou seus talentos em Chernobyl, mostra toda a intensidade dramática necessária a este tipo de produção. Ele enfrenta um assombroso Lee Pace como Day, a personificação de um Império em declínio.

Deve-se notar também que Lou Llobell é mais do que convincente como narrador. Ela sabe como se tornar indispensável à intriga; é sem dúvida um dos raros personagens a se beneficiar de um tratamento menos superficial. O mesmo se aplica a Leah Harvey, que interpreta Salvor Hardin.

Por fim, terminaremos com a música original que pretende ser tão sutil quanto primordial. Longe de ser partituras estrondosas de certas produções do gênero, às vezes é quase esquecido. Entre épico e poético, sublinha com razão toda a ambivalência da fábula intergaláctica que é Fundação. Bear McCreary, que trabalhou notavelmente em Outlander, abandona os sons celtas e dá origem a uma obra musical de sucesso. Às vezes, a música original também lembra o trabalho de Lorne Balfe em Seus Materiais Escuros.

Ambicioso na forma, Fundação começa bem. Se a arquitetura da história é sólida, mas imperfeita, principalmente em termos de ritmo, a série de David S. Goyer se beneficia de uma rara riqueza visual e do direcionamento dos diferentes diretores que se sucedem atrás das câmeras. Projeto arriscado para a Apple, Fundação não desmorona como um castelo de cartas, pelo menos nos primeiros oito episódios que nos foi dado ver. Devemos esperar que a conclusão esteja à altura do desafio; especialmente porque o criador já planejou oferecer 7 temporadas para a série.


Source: Journal du Geek by www.journaldugeek.com.

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